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Por: Athenais

O município de Wenceslau Guimarães, no Baixo Sul, de destaca dentre os 20 municípios brasileiros que mais geram renda a partir da fruticultura

Com uma produção de, aproximadamente, 40 milhões de toneladas anuais e uma área plantada em torno de 2,5 milhões de hectares, o Brasil ocupa a 3ª posição no ranking mundial dos maiores produtores de frutas, atrás da Índia e da China. “A Bahia, contribui com essa boa performance, sendo o 2º maior produtor do país, atrás apenas do estado de São Paulo. E nesse ritmo vertiginoso, o município de Wenceslau Guimarães, no Baixo Sul, se destaca entre os 20 municípios brasileiros, que mais geram renda a partir da fruticultura”, informa a supervisora estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Mariana Viveiros.

Todavia, os principais pólos produtores de fruticultura no estado continuam no norte, tendo como principal exemplo, o município de Juazeiro que duplicou a produção de manga e subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking nacional. “Outro município importante neste segmento é Bom Jesus da Lapa que manteve a liderança nacional na produção de banana; enquanto Rio Real e Inhambupe, apesar da queda na safra no ano anterior, produziram 961,2 mil toneladas de laranja no ano passado”, sintetiza a gestora estadual do IBGE.

A recente Pesquisa Nacional Agrícola dos Municípios (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ratificou a subida de patamar de Wenceslau Guimarães na produção de frutas.  O município, que fica distante 291 km de Salvador, saiu da 34ª para a 12ª posição no ranking nacional, que engloba mais de 5.563 municípios, graças à produção de graviola e banana. O mesmo levantamento registrou uma queda na produção de frutas em São Desidério, oeste da Bahia. O município caiu da 1ª posição para a 11ª no ranking.

Brasil

Por outro lado, estudos recentes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) dizem que, no Brasil, as frutas são produzidas em todas as regiões, mas que há uma certa especialização regional, em função do clima. “As regiões Nordeste e Norte têm maior importância na produção de frutas de clima tropical, enquanto as regiões Sudeste e Sul destacam-se na produção de frutas de clima temperado e subtropical. Nordeste e Sudeste mostra uma predominância sobre as demais regiões do País”, aponta o documento.

Ainda segundo o mesmo trabalho, a nível nacional, “a região Nordeste é a primeira na produção de banana, coco-da-baía, cacau, caju, mamão, manga, abacaxi, melão e maracujá; e a segunda em uva, laranja, limão e goiaba. O Sudeste lidera a produção de citros (laranja, limão e tangerina), goiaba e figo e ocupa a segunda posição na produção de mamão, manga, pêra e pêssego. O Sul é líder na produção de frutas de clima temperado como pêra, pêssego, uva e maçã e a segunda de tangerina e melancia. No Centro-Oeste, especializado na produção de grãos, a produção de frutas ainda é incipiente”.

Contribuição

Para o crescimento da economia brasileira, a fruticultura contribui de quatro maneiras importantes. Primeira, como fonte de alimentação. E alimentação também é uma questão de segurança nacional; segunda, é geradora de emprego para a população. E a estimativa é de 5 milhões de empregos diretos gerados dentro da fazenda; terceira, a fruticultura é geradora de divisas. E somente com as exportações de suco de laranja, o país consegue divisas da ordem de US$2 bilhões e outros US$900 milhões com as exportações de frutas frescas e secas; a quarta e última, o valor da produção da fruticultura é superior a R$10 bilhões anuais. “Atualmente, a manga, a uva, o melão e a goiaba são os ‘carros-chefes’ das variedades produzidas no Estado exportadas pelo Brasil para Europa, Ásia e Estados Unidos”, aponta a Valexport.

 Conforme dados da Confederação Nacional das Agricultura (CNA) o setor de fruticultura ocupa o 8% lugar do mercado internacional e o Brasil, que até pouco tempo atrás não era exportador de frutas, organizou a cadeia e assim foi possível alcançar o mercado internacional. Fato bastante positivo, uma vez que o produtor não fica mais preso somente ao mercado interno.

Conquistas

Nos últimos anos, o setor da fruticultura nacional tem registrado importantes conquistas, com destaque para: Criação das Câmaras Setoriais da Fruticultura (em 2003) e da Citricultura (em 2004); o avanço da Produção Integrada de Frutas (PIF) no país; a instalação da biofábrica Moscamed Brasil em Juazeiro (Bahia); a expansão do seguro rural para importantes fruteiras; a inclusão do setor de fruticultura no Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal; as campanhas de promoção de nossas frutas no exterior sob uma única marca e a abertura, embora lenta, de novos mercados para o escoamento da produção nacional de frutas.

Entretanto, assim como as conquistas, os desafios existem e precisam ser vencidos rapidamente. Destaques para: Manter e ampliar os protocolos governamentais e privados de produção; Superar as barreiras fitossanitárias e tarifárias impostas pelos principais mercados importadores; Ampliar a infra-estrutura de transporte, armazenamento e de análise de resíduos de defensivos em frutas; Estabelecer uma legislação de segurança alimentar aceita pelos principais países importadores, em relação a frutas frescas e processadas; e Estabelecer regulamentos oficiais de classificação para algumas frutas destinadas a exportação para a União Européia, compatíveis com o sistema de classificação exigido pelos países componentes do bloco.

Mercado

Embora o foco da exportação internacional esteja cada vez mais presente entre os principais produtores de frutas do país, o mercado interno é, e ainda continuará sendo, o principal destino da produção nacional de frutas, em que pese o consumo per capita ainda seja muito baixo. Já e percebido uma demanda maior por frutas pela população brasileira. Ao mercado externo são destinados menos de 3% da produção de frutas frescas, tendo como principais destinos, o mercado europeu e norte-americano.

Também os movimentos evolutivos das pesquisas brasileiras vêm buscando novas cultivares, através do melhoramento genético convencional e não-convencional (este último por procedimentos biotecnológicos). “São cultivares mais produtivas, mais resistentes ao ataque de pragas e doenças e, em alguns casos, mais adequadas às exigências dos consumidores internos e externos. Além das pesquisas na área genética, uma outra vertente de estudo tem como propósito introduzir mudanças no sistema de produção, às vezes pontuais, como é o caso do controle biológico de pragas e doenças, outras sistêmicas, a exemplo das pesquisas voltadas para a produção agroecológica, orgânica ou integrada”, finalizam os realizadores do estudo.

Fonte: Tribuna da Bahia

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