Por: admin

O caso ainda não está esclarecido e deixou dúvidas pairando no ar sobre o real motivo de as autoridades barreirenses terem lacrado o espaço da casa de shows Magnum neste sábado (20). No local aconteceria uma grande feira de roupas vindas do Brás, em São Paulo, com preços baixos e acessíveis à população. Muita gente chegou cedo para aproveitar as ofertas mas deu de cara com um cartaz informando que a Magnum estava interditada.

A situação gerou um grande mal-estar e protestos dos consumidores que compareceram ao local. As testemunhas afirmam que os fiscais, apoiados por guarnições da Polícia Militar e da Guarda Municipal teriam interditado a feira e feito o proprietário das mercadorias levar tudo embora em um caminhão escoltado por 30 quilômetros distante da cidade.

“Ouvi um carro anunciando hoje que teria a feira. É é bom pra população, porque tem muita gente que não tem condições de comprar roupas caras. Os comerciantes de Barreiras estão vendendo coisas que em Goiânia a gente compra por R$50,00, o comerciante aqui vende a R$150,00 ou R$200,00. Chegamos aqui e a Prefeitura interditou”, disse a consumidora Mara, que saiu da comunidade do Baraúna para fazer suas compras.

Ouça as entrevistas realizadas no local pelo repórter Tony Oliveira do Patrulha RB:

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Segundo a organização da feira informou às pessoas que compareceram à Magnum para fazer suas compras, as mercadorias tinham nota fiscal e o embargo da Prefeitura seria uma articulação dos comerciantes do município.

Ainda de acordo com os organizadores, eles estavam de posse de alvará de funcionamento emitido pela própria Prefeitura. Informações ainda não confirmadas passadas por testemunhas que estavam em frente à Magnum, os fiscais teriam rasgado o alvará de funcionamento da feira em meio a um debate com a organização do evento.

“Foi um exagero o que fizeram. As pessoas que vieram para realizar a feira é gente honesta, trabalhadora e foram escoltados até a saída da cidade como se fossem bandidos”, denunciou a consumidora. Segundo as informações, os proprietários das mercadorias pagaram R$6 mil para locar o espaço para a feira, que aconteceria nos dias 20 e 21 de junho.

Outro lado

Segundo o secretário municipal da Fazenda, Pedro Antônio de Oliveira Neto, a feira foi interditada por estar irregular. Ele esclareceu que, ao contrário do que foi informado pelos organizadores, não havia alvará de funcionamento nem as averiguações técnicas de segurança e alimentação. Além disso, o secretário afirmou que a feira iria prejudicar o comércio local porque não pagaria impostos ao município, já que os consumidores que adquirissem os produtos não receberiam nota fiscal.

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