Musical RB 20h às 23h


Por: admin

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Ontem, o dia do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, não foi dos melhores. Começou com a operação Catilinárias batendo à sua porta às 6h com mandados de busca e apreensão e seguiu pela manhã com o Conselho de Ética aprovando a continuidade do relatório que pede a cassação do mandato do peemedebista por quebra de decoro.

No colegiado presidido pelo parlamentar baiano José Carlos Araújo (PSD), a admissibilidade do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT) foi aprovada por 11 votos favoráveis e nove contra. Dentre esses nove que tentaram dar um fim ao processo contra Cunha estão três deputados baianos, que imediatamente passaram a ser alvo de críticas nas redes sociais: Cacá Leão (PP), João Carlos Bacelar (PR) e Erivelton Santana (PSC).

O deputado João Carlos Bacelar (PR), apontado em Brasília como integrante da “tropa de choque” de Cunha no conselho, questionou quem eram as pessoas que dirigiam críticas a ele por ter votado contra o relatório que pedia a continuidade do processo.

“A rede social tem que criticar a quem ela votou. Não recebi nenhuma crítica de prefeito ou liderança minha e de nenhum votante meu. Fui contra o relatório porque o mesmo era totalmente inconstitucional e será anulado, pelo que vi aqui na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]. Não foi visto, não foi debatido, não permitiram pedido de vista, isso é totalmente inconstitucional”, reforçou.

Cáca Leão (PP) disse que votou contra a admissibilidade do relatório porque não teve tempo suficiente para conhecer o conteúdo do documento elaborado anteriormente pelo deputado Fausto Pinato (PRB) e complementado posteriormente pelo parlamentar Marcos Rogério (PDT). “O que aconteceu foi um atropelo. O regimento foi atropelado durante o trabalho da comissão e a gente, eu mesmo, não tive condição de ler com calma o relatório do deputado Marcos Rogério”, argumentou o pepista, filho do vice-governador da Bahia, João Leão, presidente do PP no estado.

“Intenção não era beneficiar”

Cacá Leão ainda ressaltou que seu voto não foi com o objetivo de beneficiar Cunha e que a decisão de Araújo em não acatar pedidos de vistas é que acabou favorecendo o peemedebista.

“Eu sempre me pautei assim. Não dá para votar uma peça que você não conhece, só pelo ‘ouvi falar’, pela pressão externa que está acontecendo nas ruas. Não tive tempo, acho que não teve tempo hábil, deveria ter concedido o pedido de vistas ao relatório para que os deputados pudessem ter a oportunidade de conversarem e se posicionarem. [Negar pedido de vistas] Vai dar a ele a oportunidade de recorrer, de fazer recursos e de conseguir protelar ainda mais o processo”, afirmou.

Cacá, filho do vice-governador da Bahia, João Leão (PP), que também está na lista dos suspeitos de corrupção da Lava Jato, já havia dado sinais em seus discursos de que votaria contra o relatório. Ele disse que não queria “julgar” um colega e que haviam exageros no relatório, como se quisesse afirmar que quem não tem teto de vidro não pode atirar pedras.

Dentre os baianos que tiveram direito ao voto no Conselho de Ética, apenas o deputado Paulo Azi (DEM) votou pela continuidade do processo contra o peemedebista.

“Desde o início do processo, eu deixei claro meu posicionamento pela abertura do processo de cassação. Agora, Cunha terá a oportunidade de apresentar sua defesa. Não poderíamos nos furtar a dar essa satisfação à sociedade brasileira, que cobra ética e transparência nas nossas atitudes”, justificou Paulo Azi.

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