Um mês após a morte do dissente cubano Orlando Zapato Tamayo que estava preso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos.
Zapato ficou 85 dias sem comer em protesto contra o tratamento que recebia na prisão. Foi a primeira morte de um prisioneiro político cubano desde os anos 70.
A declaração dada em entrevista à agência Associated Press, nesta terça-feira, 9, de Lula coincide com a divulgação, em Havana, de um novo pedido para que ele interceda em favor dos dissidentes e ajude a acabar com a greve de fome de outro cubano, Gilhermo Farinas.
Farinas está em greve de fome desde 24 de fevereiro, na cidade de Santa Clara.
Lula questionou o método usado por políticos cubanos que tentam pressionar pela liberdade deixando de comer, e classificou a prática como "uma insanidade".
(Com informações do G1)