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Dados do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) do Ministério da Saúde, apontam que no município de Barreiras, o maior do oeste baiano e o décimo segundo mais populoso do estado, apenas 17,5% do esgoto gerado pela população recebe tratamento.

Até 2013, esse número representava 10% de esgoto coletado e tratado. Com as últimas obras de saneamento realizadas pela Embasa e quando todas as residências atendidas tiverem seus sistemas de esgoto interligados com a rede, cerca de 91 mil pessoas do atual contingente de aproximadamente 150 mil habitantes de Barreiras, terão esgoto tratado.

O restante dos domicílios convivem com esgoto a céu aberto, ou têm fossa séptica. Os dados do SIAB são gerados a partir do trabalho das equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde, que fazem o cadastramento das famílias e identificam a situação de saneamento e moradia.

Começo do esgoto no complexo policial

Durante o terceiro Congresso Baiano de Engenharia Sanitária Ambiental, realizado em novembro do ano passado, o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, defendeu a criação de um Fundo Nacional de Saneamento Básico para reforçar os investimentos como forma de universalizar os serviços de água e esgoto no País. “Embora houvesse uma ampliação significativa do atendimento da Embasa nos últimos oito anos, estima-se a necessidade de R$ 17 bilhões em investimentos para a universalização destes serviços para todos os baianos”, declarou durante sua palestra no evento.

CUSTOS PARA A SAÚDE

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), as doenças causadas pela contaminação e pela falta de saneamento básico respondem por 50% das internações hospitalares nos países em desenvolvimento e levam aproximadamente três milhões de crianças à morte a cada ano.

Um investimento sério em saneamento geraria uma melhoria significativa, principalmente nas áreas da saúde pública, evitando os contágios de doenças e uma economia nos fundos municipais relativas aos gastos com o sistema municipal de saúde, que dispende recursos elevados no tratamento de doenças causadas pela falta de um sistema de saneamento adequado em toda a cidade.

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PROBLEMA NACIONAL

No ritmo atual, o Brasil demoraria 129 anos para cumprir metas federais de universalização do saneamento básico. Essa lentidão é a principal conclusão do Ranking do Saneamento Básico, do Instituto TrataBrasil, que avaliou o serviço nas cem maiores cidades do país.

Com só 39% da população com esgoto tratado, 0,3 ponto percentual acima do ranking de 2014, o país está longe de atingir as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê a universalização do serviço até 2033.

Enquanto isso, milhões de brasileiros vivem em ambientes de risco à saúde, sem contar os impactos na economia e na educação.

Em Barreiras, por exemplo, é comum vermos crianças brincarem descalças ao lado de esgoto a céu aberto, onde desembocam dejetos do bairro todo e há acúmulo de entulho, cacos de vidro e muito lixo.

Segundo o ranking, em um ano, a coleta de esgoto (que falta na maioria das casas em Barreiras) subiu apenas 0,3 ponto percentual e atende agora 48,6% da população. O tratamento do esgoto também avançou 0,3 ponto percentual. Com isso, atingiu 39% do volume de água disponibilizado.

Se for considerado o ritmo de avanço nos últimos cinco anos, o Brasil chegaria à universalização do saneamento em 129 anos. “Houve avanço, mas está muito distante das necessidades do país”, diz o presidente do Instituto TrataBrasil, Édison Carlos.


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