Por: admin

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O Brasil para neste domingo para assistir ao terceiro turno das eleições presidenciais de 2014. Depois da quarta derrota consecutiva, a oposição avisou que queria o impeachment logo após a apuração das urnas. Durante mais de um ano o país patinou na economia. Muito, é claro, em função de politicas econômicas ruins do governo Dilma. Mas, com o dedo da oposição, a crise financeira se ampliou e chegou a um ponto em que levaremos muito mais tempo para sair dela.

Infelizmente, os oposicionistas estão mais preocupados em tomar o poder a qualquer custo do que em encontrar uma saída para a atual crise. Se estivessem mesmo preocupados com o país, todos estariam reunidos agora, não para tirar uma presidenta eleita, mas para encontrar soluções.

Independente do resultado do “fla-flu” deste domingo, os derrotados somos todos nós brasileiros. Será que estamos mesmo dispostos a jogar a democracia na lata do lixo e acordar um belo dia com Temer presidente e Cunha vice? Será a solução dos nossos problemas? A economia se recuperará e a corrupção acabará como que em um passe de mágica?

O momento é crítico, sim, mas não vejo o impeachment como uma alternativa. Um governo sem legitimidade pode agravar ainda mais a situação. O programa “Ponte para o Futuro”, que Temer “vazou” nas redes sociais, assim como deixou vazar sua sanha pela cadeira presidencial, deixa bem claro que para manter o status quo, o lado mais fraco vai ter que sangrar ainda mais.

Se ninguém ceder em nome do Brasil, viveremos ainda mais dois anos nessa guerra. De um lado os interesses de grandes empresas, do capital estrangeiro e da grande imprensa. De outro os movimentos sociais e as políticas de inclusão que correm risco de serem diluídas nas políticas de austeridade que ameaçam se aproximar. No meio, uma população que clama por democracia e cidadania, vendo mais uma vez a história se repetir como farsa.

Mas, como no Brasil tudo acaba em futebol ou carnaval, as famílias se reunirão em frente a TV neste domingo, com direito a churrasco com os amigos. A cada voto dos parlamentares vão comemorar ou se frustrar como se assistissem a gols entre dois times rivais. No final, os vencedores vão sambar e comemorar nas avenidas, e assim, mais uma vez, se perderá a oportunidade de discutir política de forma séria. De pensar em uma reforma política de verdade e de realmente se combater a corrupção. No fundo, o brasileiro só quer diversão, mesmo quando o que está em jogo é sua vida e seu futuro.

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