Por: Athenais

O alerta é da Polícia Militar da Bahia, que realiza 13 mil blitzes por mês em todo o estado

Por Jordânia Freitas

A prática é comum em grupos de WhatsApp. Pode parecer simples e inofensivo, mas o ato de avisar motoristas sobre de blitz da polícia, seja através das redes sociais ou qualquer outro meio é crime previsto no artigo 256 do Código Penal, que trata do atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública. A contravenção pode gerar pena de um a cinco anos de reclusão, além de multa. O alerta é da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), que realiza cerca de 13 mil blitze por mês em todo o estado, visando coibir práticas ilícitas, como tráfico de drogas.

De acordo com o capitão Bruno Ramos, esse tipo de abordagem é um instrumento importante da Polícia Militar para realizar, por exemplo, a apreensão de drogas, armas e prisão de pessoas com mandado em aberto. Segundo o capitão, de janeiro a agosto deste ano, mais de 5 mil armas foram apreendidas no estado e as blitz e colaboraram de maneira significativa para o desenho desse cenário.

Em sua avaliação, as pessoas que avisam a localização das abordagens, principalmente pelas redes sociais, muitas vezes têm como objetivo apenas ajudar algum parente ou amigo a fugir de um engarrafamento. Porém, como nem sempre todos os membros dos grupos de conversa instantânea se conhecem, o indivíduo pode acabar favorecendo um criminoso com aquela informação.

“O prejuízo não é só ao nosso trabalho, mas à segurança da sociedade como um todo. Reflete mais na segurança de um sistema social amplo, inclusive da própria pessoa que está divulgando”, explicou o capitão.

Mesmo sem a intenção de prejudicar o trabalho da polícia, o militar reforça que isso não anula o crime cometido e nada impede que a pessoa seja punida criminalmente por fazer esse tipo de divulgação.

Fonte: Tribuna da Bahia

 

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