Musical RB 13h às 16h


Por: Athenais

Homem conseguiu sair do poço do elevador sozinho, momentos antes dos bombeiros chegarem ao prédio. Ele está em estado grave no HGE.

Moradores do prédio que fica na Avenida Princesa Isabel, no bairro da Barra, em Salvador, relataram momentos de pânico e tensão durante o incêndio que começou em elevador que passava por manutenção, na noite de quarta-feira (26).

O técnico Danilo Santana fazia os reparos no equipamento no momento em que as chamas começaram. Ele conseguiu sair do poço do elevador sozinho, momentos antes dos bombeiros chegarem ao prédio. O equipamento estava no 12º andar e despencou. A cabine ficou completamente destruída.

Danilo teve ferimentos e aspirou muita fumaça. Ele foi levado para uma unidade de saúde por uma ambulância do Corpo de Bombeiros. Nesta quinta-feira (27), Danilo está internado na Unidade de Tratamento Intenso (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE).

Segundo um morador do prédio, o empresário José Rebelo, Danilo conseguiu descer pelos cabos do elevador, para escapar do fogo.

“Eu vi o elevador despencar, descer aquela bola de fogo de lá de cima. E o homem [técnico] que estava lá em cima gritando por socorro, mas eu não pude fazer nada. Eu só pude descer a escada correndo e toquei todas as campainhas para o pessoal sair. Ele [Danilo] desceu, entrou em um vão daquela da escada e chegou aqui embaixo. Eu não acreditei que esse homem tinha chegado”, contou José.

G1 falou com uma das irmãs de Danilo, Tamires Santana, nesta quinta-feira. Ela contou que o técnico de manutenção está em entubado no hospital.

“A gente não tem muita informação ainda do que aconteceu, ele não conseguiu falar nada. Quando chegou no hospital ele foi medicado e levado direto para a UTI. Meu irmão está entubado. Segundo o médico, o estado dele é grave porque ele inalou muita fumaça e pode ter tido queimaduras internas”, disse ela.

Incêndio

Os residentes do prédio perceberam o incêncio por volta das 20h30. José Rebelo relatou também a tensão quando percebeu que o equipamento pegava fogo. Ele estava sozinho em casa.

“Entrou uma fumaça preta. No que entrou a fumaça preta eu disse: ‘o fogo é bravo’. Eu aí fechei a porta e fui pegar os documentos. Não peguei chave de nada. Só peguei o pano, molhei e coloquei no rosto. Me acidentei logo na decida, e ouvi uma criança, que era minha vizinha, chorando e gritando. Graças a Deus ela conseguiu sair da fumaça”, disse

Os moradores contaram ainda que Danilo consertava um defeito no elevador de serviço, que parou no feriado do Natal (25). Pouco tempo depois que começou o fogo, todas as pessoas que estavam no prédio conseguiram sair, como o administrador Alexandre Mujai, que estava com a esposa e a filha.

“São coisas que a gente só vê em filme ou nas reportagens. Foi um pânico. Nós estávamos no 13º andar, a gente sentiu o cheiro de queimado e quando viu já estava tendo fogo. Tinha fumaça invadindo nosso apartamento. Eu só tive tempo mesmo de molhar umas toalhas, enrolar na criança e na minha esposa. Aí a gente procurou sair do apartamento o mais rápido possível, sem enxergar nada, Deus nos conduzindo, a gente desceu as escadas e graças a Deus não nos ferimos”, lembrou Alexandre.

Também residente do prédio, a jornalista Carol Campos demorou a perceber que se tratava de um incêncio. Ela ouviu a gritaria de pânico das pessoas que evacuavam o prédio e resolver ver o que era.

“Eu não senti a fumaça de início. Eu estava no quarto, ouvi o estrondo e muitos gritos. Os gritos continuaram, continuaram, e eu ainda ia ficar no quarto, vendo tv, mas levantei. Abri a porta da área de serviço e vi as pessoas descendo desesperadas. Eu não pensei duas vezes, peguei minhas duas cadelas, a bolsa e desci em disparada pelas escadas”, contou.

Carol teve dificuldades em descer as escadas por conta das duas cadelas, além do fluxo de pessoas que tentava escapar do incêncio, em desespero: “Foi difícil a descida com as duas cadelas porque uma delas se mexe demais, é um filhote de três meses, tinham pessoas idosas descendo devagar, pessoas em cadeiras de rodas sendo seguradas por outras, foi complicado”.

A fumaça e o incêndio chamaram a atenção de quem estava no prédio vizinho. O mensageiro Rogério Pereira, que trabalha no edifício ao lado, disse que conta que se assustou com barulho e correu pra ajudar.

“Peguei dois extintores que tinha no meu prédio e joguei para dar apoio ao pessoal aqui do lado. Pulei o elevador e fui no 11ª andar, consegui tirar uma senhora. Tinha outra senhora que estava lá também, mas eu não tinha condições porque era muita fumaça e ela era cadeirante. Aí eu falei para o porteiro, o porteiro foi e chamou os bombeiros”.

O incêndio foi debelado pelos bombeiros, que passaram a fazer o monitoramento e verificação de possíveis alterações estruturais. Uma perícia deve ser feita no local, para revelar o que causou o incêndio.

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